segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

03 de novembro

Vou te contar um segredo.
Sabe todo aquele tempo que ficamos longe um do outro? Quando sentia muito a sua falta, digo muito porque a sua falta sentia sempre, mas tentava abstrair, me distrair com outra coisa, mas em alguns momentos a saudade apertava mesmo, e eu ficava ouvindo todas as músicas que você havia me passado pelo youtube. 
Você não deve lembrar de todas, mas eu tenho uma lista de reprodução salva só com elas. 
Parece besteira, mas toda a vez que eu as ouço, a saudade diminui um pouco. Talvez por eu saber que, de alguma forma, quando você ouve essas músicas, você também pensa em mim, afinal em algum momento foi para mim que você as dedicou.

Nesse momento não estou ouvindo nenhuma dessa lista, mas é uma que me faz pensar muito em você, principalmente quando diz assim: "And i won't go, i won't sleep, i can't breathe, until you're resting here with me..."


Sinto sua falta, falta do contato que tínhamos antes. Sinto por você não poder responder esse email.
Te amo.

Tua Branca.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

segmento de carta

E veio você. 
Naquele final de julho, início de agosto. Agosto no qual eu lia e relia as sugestões de Caio F.. que dizia que "Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro... 
Para atravessar agosto também é necessário reaprender  dormir. Dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons deixam a vontade impossível de morar neles..."
E você foi meu sonho bom de agosto, e mesmo julgando impossível, eu quis morar nele, sem esperar ter que acordar, de forma tão brusca, em setembro. 
"Para atravessar agosto ter um amor seria importante". 
E eu tive. Você, meu amor!

domingo, 9 de janeiro de 2011

16 de outubro

"Não sei, hoje acordei com alguma coisa estranha. Não gosto de finais de semana, mas este sábado está totalmente às avessas." Depois que você desligou o telefone soube o porquê dessa sensação estranha. Sabia que você estava voltando para mim. E de uma maneira muito especial, fiquei feliz, muito feliz por você ter me ligado!
Depois de ter falado com a G. durante a tarde, voltei a ficar on line a noite, coisa rara de acontecer. Vou confessar que não gosto muito desses programas de mensagens instantâneas. Assim que fiquei on, você me chamou. Meu coração deu um pulo. Uma mensagem em branco. 
O que escrever? - pensei. 
Respondi da mesma maneira, com uma mensagem em branco. Logo você me respondeu: "Você pode me dar o número da sua casa? Não tenho mais seus telefones." No momento lembrei da minha conversa com a G. a tarde, e pensei que esse chamado seu fosse para me repreender, gritar comigo ou me agredir novamente com palavras. 
"Não tenho mais motivos para isso" - você respondeu.
Que alívio! Que alívio maior ainda foi ouvir sua voz no telefone, que saudade eu sentia do seu "Oi, tudo bem?". Mal pude falar com você, me faltaram as palavras, minha voz tremia, minha perna tremia, meu coração então... quis dizer que sentia sua falta, que ainda te amava, mas resolvi esperar, sabia que teria uma outra oportunidade.
E assim nos despedimos, com a idéia de que nos encontraríamos para conversar melhor. Eu iria esperar você me ligar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

29 de dezembro

Sabia que você não viria, mesmo querendo muito te ver! 
Nos 5 min que acreditei na possibilidade, escrevi algo para te entregar. Como não tive a chance, vou te mandar por e-mail mesmo.
“Não queria ir embora assim. Ainda temos muito para conversar. Mas enfim, mais uma vez vou esperar! Para não começar o ano novo com um sentimento de algo inacabado, pelo menos queria te dizer algo:
Já faz um tempo, li uma frase de um psicanalista que dizia “O amor imaturo diz: 'Eu te amo porque preciso de ti'; o amor maduro diz: 'Eu preciso de ti porque te amo'”. 

Não conseguia entender isso pois, na minha cabeça, umas das bases para o amor era a necessidade, a carência do outro. Não via sentido na segunda frase, a qual coloca o amor como fonte da necessidade.
Desde que nos conhecemos, tenho pensado e vivido isso. 'Eu preciso de ti porque te amo' mostra que o amor e o motivo, o pressuposto, o sentido. Amor que perdura e e aquele que da razão para uma vida compartida.
Hoje eu entendo tudo o que aquela frase significa. Obrigada por me mostrar isso!
Fica bem, que eu vou tentar ficar também.
Tua Branca."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

21 de julho

Já faz alguns dias que uma pessoa me adicionou no orkut.
Quem será ela e por que me escreve palavras tão doces?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

26 de novembro

20 horas:
"Minha branca, você está em casa?"
Que maravilha ouvir sua voz me perguntar. Melhor ainda é abrir a porta de casa e te receber.
Tinha acabado de voltar de viagem, a mala para desfazer e outras coisas para arrumar em casa, mas a vontade de te ver era imensa. Abro a porta e me deparo com algo atípico, você cheio de sacolas! Aquelas sacolas verdinhas do mercado perto de casa.
"Veio morar comigo meu amor?" - brinquei. Mais tarde você me explicaria o porquê das sacolas e essa seria a notícia que mudaria meus dias a partir daquele momento.

domingo, 2 de janeiro de 2011

28 de dezembro

Depois de tudo, não queria ir para casa. Ficar sozinha não era uma boa ideia.
Queria ver gente, mas também queria falar com você. Já havia te ligado uma vez, sem sucesso e estava receosa em tentar novamente.
Perto das 17 horas o meu celular toca. É você!
De tudo o que conversamos, prestei atenção somente em uma coisa. Você falou meu nome.
Aquilo me doeu profundamente. 
Eu não era mais a "minha branca".
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...